A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, deu 48 horas para sul-africanos saírem do seu país e ordenou o encerramento das fronteiras entre a Tanzânia e a África do Sul. Nenhum produto sai da Tanzânia para a África do Sul.
A presidente da Samia Suluhu Hassan anunciou medidas drásticas contra a África do Sul, incluindo um ultimato de 48 horas para que cidadãos sul-africanos deixem o território tanzaniano. A decisão surge em resposta a relatos contínuos de atos de xenofobia contra africanos, especialmente migrantes, em solo sul-africano.
De acordo com a chefe de Estado da Tanzânia, todas as fronteiras com a África do Sul foram encerradas, e o fornecimento de produtos tanzanianos para aquele país foi suspenso com efeito imediato. A medida representa uma escalada significativa nas tensões diplomáticas entre as duas nações.
Num discurso firme, Samia Suluhu Hassan criticou duramente o governo sul-africano, afirmando que o país “esqueceu o apoio recebido durante a luta pela independência”. A presidente destacou ainda que, historicamente, países africanos, incluindo a Tanzânia, contribuíram para o fim do regime do Apartheid, acolhendo exilados e apoiando movimentos de libertação.
“A xenofobia não é de hoje, mas a falta de ação contínua é inaceitável. Nossos filhos estão sendo humilhados num país onde foram apenas buscar melhores condições de vida”, declarou.
Até o momento, o governo da África do Sul não respondeu oficialmente às medidas anunciadas, mas analistas alertam que a situação pode desencadear uma crise diplomática mais ampla no continente africano, com possíveis impactos econômicos e políticos.
Especialistas em relações internacionais defendem diálogo urgente para evitar o agravamento do conflito e proteger cidadãos africanos em toda a região.
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